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Conselho Nacional de Mulheres do Brasil (CNMB)
é uma organização cultural, não governamental,
fundado em 1947 por D.Jerônima Mesquita, no Rio de Janeiro,
tendo por finalidade trabalhar em defesa da condição
da mulher.
Após a conquista do direito ao voto, em luta empreendida
por grupo de ilustres mulheres lideradas por D.Jerônima Mesquita
e Bertha Lutz, outras campanhas foram desenvolvidas pelo movimento
feminista que apenas engatinhava.
No início da década de 1950, Romy Medeiros da Fonseca,
hoje Presidente do CNMB, apresentava, por intermédio do Senador
Mozart Lago, um Anteprojeto de Reforma do Código Civil, o
qual acabou transformando-se, em 1962, no “Estatuto da Mulher
Casada” (Lei 4121/62). A importância dessa conquista
resulta do fato de que, até então, a mulher era considerada
relativamente incapaz, comparada aos silvícolas e aos menores,
dependendo da autorização do marido para praticar
atos da vida civil.
Nos anos 70, em meio ao regime de exceção instalado
pelos militares, que via com reserva as manifestações
culturais e intelectuais, o Conselho organizou, no Hotel Serrador,
no Rio de Janeiro, o I Congresso de Mulheres, que contou com a participação
da vanguarda do movimento feminista.
Na década seguinte, outras campanhas foram realizadas, tais
como as de acesso das mulheres à carreira militar, a instituição
de creches, o planejamento familiar, para citar apenas algumas.
Nos anos 90, a Presidente do Conselho, na expectativa de preservar
a memória e divulgar no exterior o trabalho das mulheres
que fizeram a diferença no século XX, em nosso país,
atendendo à solicitação da Biblioteca do Congresso
dos Estados Unidos da América, doou seu arquivo pessoal,
composto majoritariamente de artigos de jornais e revistas, e de
livros de autoria, ou que fazem remissão às ações
das mulheres brasileiras nos últimos 50 anos. Esse arquivo
foi organizado pela Divisão Hispânica da Library
of Congress, sob o título “Arquivo Romy
Medeiros da Fonseca e o Movimento de Mulheres no Brasil”.
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